segunda-feira, 9 de junho de 2014

concepções de PIAGET e VYGOTSKY


Piaget:

Descreve quatro estruturas básicas de jogos infantis, que vão se sucedendo e se sobrepondo nesta ordem: Jogo de exercício, Jogo simbólico/dramático, Jogo de construção, Jogo de regras. A importância do jogo de regras, é que quando a criança aprende a lidar com a delimitação, no espaço, no tempo, no tipo de atividade válida, o que pode e o que não pode fazer, garante-se uma certa regularidade que organiza a ação tornando-a orgânica.
O valor do conteúdo de um jogo deve ser considerado em relação ao estágio de desenvolvimento em que se encontra a criança, isto é, como a criança adquire conhecimento e raciocina.
Constance Kamiie cita alguns critérios para que um jogo possa ser útil no processo educacional:

-Proposição de alguma coisa interessante e desafiadora para as crianças resolverem.
-Permitir que as crianças possam se auto-avaliar quanto a seu desempenho.
-Permitir que todos os jogadores possam participar ativamente, do começo ao fim do jogo.

O jogo para Vygotsky

Vygotsky estabelece uma relação estreita entre o jogo e a aprendizagem, atribuindo-lhe uma grande importância. Para que possamos melhor compreender essa importância é necessário que recordemos alguma idéias de sua teoria do desenvolvimento cognitivo. A principal é que o desenvolvimento cognitivo resulta da interação entre a criança e as pessoas com quem mantém contato regulares.
Convém lembrar também que o principal conceito da teoria de Vygotsky é o de Zona de Desenvolvimento Proximal, que ele define como a diferença entre o desenvolvimento atual da criança e o nível que atinge quando resolve problemas com auxílio, o que leva à conseqüência de que as crianças podem fazer mais do que conseguiriam fazer por si sós.
"No desenvolvimento a imitação e o ensino desempenham um papel de primeira importância. Põem em evidência as qualidades especificamente humanas do cérebro e conduzem a criança a atingir novos níveis de desenvolvimento. A criança fará amanhã sozinha aquilo que hoje é capaz de fazer em cooperação. Por conseguinte, o único tipo correto de pedagogia é aquele que segue em avanço relativamente ao desenvolvimento e o guia; deve ter por objetivo não as funções maduras, mas as funções em vias de maturação" (Vygotsky, 1979:138).
Não é o caráter de espontaneidade do jogo que o torna uma atividade importante para o desenvolvimento da criança, mas sim, o exercício no plano da imaginação da capacidade de planejar, imaginar situações diversas, representar papéis e situações do cotidiano, bem como, o caráter social das situações lúdicas, os seus conteúdos e as regras inerentes à cada situação.

O lúdico na educação Infantil

As brincadeiras e os jogos  na Educação Infantil pode ser um grande aliado para os professores das séries iniciais, por ser uma forma de propiciar entre os alunos o desenvolvimento em grupo. Esse assunto é tão intrigante que vários estudiosos apresentam estudos sobre o brincar e a criança, mostrando o quanto é importante esse recurso para o desenvolvimento das mesmas. Dentre eles estão Vigotsky e Piaget. Cada um tem seu ponto de vista, no entanto ambos concordam que a brincadeira é um ótimo exercício para a aprendizagem.
De acordo com Vigotsky (1991) o processo de aprendizagem e o desenvolvimento da criança vêm do brincar, pelo fato da criança reproduzir experimentações e de conviver com outras crianças. Por esse pensamento perceber-se o quanto o brincar traz conhecimentos e aprendizagem para o desenvolvimento do individuo, não só criança como adulto também.
Assim as brincadeiras fazem parte do patrimônio lúdico-cultural, traduzindo valores, costumes, formas de pensamento e ensinamentos. Como ressalta Dohme, “o brincar faz parte de um processo de aculturamento para crianças de diferentes origens, onde elas tomam contato e fazer trocas de experiências e pontos de vistas”. (DOHME, 2008, pg. 14).
Segundo Cerquetti (1997, p.42), o jogo é importante devido a alguns fatores, tais como:
• Socialização: a criança aprende a respeitar os amigos, a esperar sua vez de jogar, desenvolve a paciência, aprende a aceitar as regras do jogo, a tomar cuidado com o material, a correr riscos a perder a ganhar.
• Jogar é trabalhar: participar de um jogo leva a realizar escolhas, a tomar decisões, a organizar estratégias, torna a criança ativa.
Que todo educador utilize essas ferramentas como estímulo para as crianças.

Referências
CERQUETTI-ABERKANE, Françoise;BERDONNEAU, Catherine. O ensino da matemática na educação infantil. Porto Alegre: Artes Medica, 1997, p.42.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. Tradução José Cipolla Neto, Luis S. M. Barreto e Solange C. Afeche. São Paulo: Martins Fontes, 1984, pg168.

Aprendendo e ensinando com o lúdico

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NAS SALAS DE AULA


A ludicidade no contexto da sala de aulas vai torna-la mais agradável, e isso proporciona às crianças a oportunidade de ser livre para criar e imaginar. Através das brincadeiras, o professor pode observar o desenvolvimento das crianças, pois o lúdico desenvolve nas crianças habilidades cognitivas, motoras e facilita a aprendizagem.
Atividades lúdicas estimulam a criatividade, a imaginação e a fantasia da criança, pois permite que, ela crie e seja livre para imaginar o que quiser. Afinal é um processo espontâneo, onde o professor tem que interagir e estimular, mas tem que deixar a criança livre para criar e representar o seu mundo simbólico.
Através do brincar, o professor consegue identificar várias características da criança, pois enquanto brinca, ela exterioriza o que sente e até mesmo representa o que presencia.
O lúdico contribui para o desenvolvimento mental e o cognitivo da criança. Por exemplo, um jogo de regras, ela aprende a raciocinar, pois vai começar a perceber quando é sua vez de jogar, quem ganhou, quando o jogo acaba...
“As atividades lúdicas têm um papel fundamental na estruturação do psiquismo da criança, é no ato de brincar que a criança utiliza elementos da fantasia e a realidade e começa a distinguir o real do imaginário. E através da ludicidade que ela desenvolve não só a imaginação, mas também fundamenta afetos, elabora conflitos e ansiedade, explora habilidades e a medida que assume múltiplos papéis, fecunda competências cognitivas e interativas”. (ANTUNES, 2004).

O lúdico em situações educacionais proporciona um meio real de aprendizagem. No contexto escolar, isso significa professores capazes de compreender onde os alunos estão em sua aprendizagem e desenvolvimento e dá aos professores o ponto de partida para promover novas aprendizagens nos domínio cognitivo e afetivo.