segunda-feira, 9 de junho de 2014

O lúdico na educação Infantil

As brincadeiras e os jogos  na Educação Infantil pode ser um grande aliado para os professores das séries iniciais, por ser uma forma de propiciar entre os alunos o desenvolvimento em grupo. Esse assunto é tão intrigante que vários estudiosos apresentam estudos sobre o brincar e a criança, mostrando o quanto é importante esse recurso para o desenvolvimento das mesmas. Dentre eles estão Vigotsky e Piaget. Cada um tem seu ponto de vista, no entanto ambos concordam que a brincadeira é um ótimo exercício para a aprendizagem.
De acordo com Vigotsky (1991) o processo de aprendizagem e o desenvolvimento da criança vêm do brincar, pelo fato da criança reproduzir experimentações e de conviver com outras crianças. Por esse pensamento perceber-se o quanto o brincar traz conhecimentos e aprendizagem para o desenvolvimento do individuo, não só criança como adulto também.
Assim as brincadeiras fazem parte do patrimônio lúdico-cultural, traduzindo valores, costumes, formas de pensamento e ensinamentos. Como ressalta Dohme, “o brincar faz parte de um processo de aculturamento para crianças de diferentes origens, onde elas tomam contato e fazer trocas de experiências e pontos de vistas”. (DOHME, 2008, pg. 14).
Segundo Cerquetti (1997, p.42), o jogo é importante devido a alguns fatores, tais como:
• Socialização: a criança aprende a respeitar os amigos, a esperar sua vez de jogar, desenvolve a paciência, aprende a aceitar as regras do jogo, a tomar cuidado com o material, a correr riscos a perder a ganhar.
• Jogar é trabalhar: participar de um jogo leva a realizar escolhas, a tomar decisões, a organizar estratégias, torna a criança ativa.
Que todo educador utilize essas ferramentas como estímulo para as crianças.

Referências
CERQUETTI-ABERKANE, Françoise;BERDONNEAU, Catherine. O ensino da matemática na educação infantil. Porto Alegre: Artes Medica, 1997, p.42.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. Tradução José Cipolla Neto, Luis S. M. Barreto e Solange C. Afeche. São Paulo: Martins Fontes, 1984, pg168.

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